Por Cláudio da Costa Oliveira – setembro 2020

O Brasil hoje parece com um imóvel em que o proprietário colocou à venda, mas o atual inquilino insiste em discutir as condições do aluguel.

Depois que Paulo Guedes foi aos Estados Unidos e disse que o país inteiro estava à venda o processo teve início.

Petrobrás, Eletrobrás, Correios, Bancos etc… tudo está à venda. 

Na Petrobrás o atual presidente Castello Branco assumiu dizendo que seu sonho era vender a empresa. As federações e sindicatos que representam os petroleiros insistem em discutir temas como Plano de Saúde, Acordo Coletivo, garantia de emprego etc. Castello Branco promete tudo, assina tudo, pois sabe que não estará presente para cumprir nada. A empresa está sendo retalhada.

Os caminhoneiros autônomos discutem com o governo uma tabela de frete mínimo. Mas o governo lança o projeto BR do Mar, que visa incrementar o transporte por cabotagem, utilizando basicamente navios estrangeiros. De que adianta os caminhoneiros terem um bom frete mínimo se eles não vão ter cargas para transportar?

Do consumidor brasileiro são cobrados preços internacionais para a carne, o arroz, o feijão, o óleo etc. Sendo assim, por que não temos também salários internacionais? Na França, o salário mínimo é 1 mil euros (equivalente a R$ 6,5 mil). Se fosse assim dava para conversar. 

Aqui cabe uma observação pois, para a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, o preço é superior ao internacional, sendo adotado o Preço de Paridade de Importação, o famigerado PPI.   

Recentemente em um grupo de Whatsapp recebi uma sugestão de criação de um sindicato dos aposentados. Quem sabe, com os aposentados entrando em greve, as coisas comecem a melhorar?