Por Cláudio da Costa Oliveira – agosto de 2020

“Já passou da hora de sindicatos e associações entrarem com pedidos de liminar exigindo a paralização dos descontos do pseudo déficit.” 

Em 18 de junho, publiquei artigo com o título “AMS cobra déficit que não existiu?” https://www.aepet.org.br/w3/index.php/conteudo-geral/item/4787-ams-cobra-deficit-2019-que-nao-existiu 

Neste artigo, mostrei que os números publicados no relatório 2019 da Assistência Multidisciplinar de Saúde – MAS – da Petrobrás mostravam que não existia déficit no plano, como vemos na tabela copiada na época:

Vejam que apesar da “relação de custeio Petrobrás” em 2019 indicar 73% nos quadrinhos à direita, os números na barra de 2019 apontam que essa relação é 69% (2086:3004), e que, portanto, não existe déficit.

Ainda neste artigo mostrei a discrepância entre os números do relatório da AMS e os publicados pela Petrobrás em seus balanços (2017, 2018, 2019).

Pois bem. Ontem entrei no site da AMS para, por outros motivos, buscar dados no Relatório 2019 e me deparei com a tabela a seguir:

Notem que a participação da Petrobrás em 2019 mudou de 2.086 para 2.200 para alcançar os 73% propalados. Alterações feitas sem serem dadas quaisquer explicações aos participantes do plano, que pagam a conta.

Parece brincadeira, mas é muito sério! Já passou da hora de sindicatos e associações entrarem com pedidos de liminar exigindo a paralização dos descontos do pseudo déficit, bem como pedindo perícia contábil nos números do relatório AMS, que dão base para a cobrança do déficit, e sua comparação com os publicados nos balanços da Petrobrás, para conhecermos a verdade.