A Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), dos funcionários da Petrobrás, apresenta números de 2019 que não fecham.

Por Cláudio da Costa Oliveira – junho 2020

Recebi comunicado da AMS informando: 

“A partir do mês de julho, a AMS Petrobrás começa a cobrar dos seus beneficiários parcelas extras para restabelecer a relação de custeio 70 x 30 dos gastos com a saúde, que não foi alcançada no ano de 2019.”  

Analisando o relatório AMS 2019, encontramos a tabela referente à “Evolução anual dos custos assistenciais 2017/2019” conforme a seguir:     

Notem que a “relação de custeio Petrobrás” em 2019 indica 73%. Entretanto, verificando os números, vemos que o correto seria 69% (2.086 : 3.004 ). Se isto for verdade o déficit de R$ 84,6 milhões não existe.

Gostaria de obter uma explicação da AMS sobre isto. Gostaria de saber também se existe alguma empresa auditando os números da AMS.

Outra tabela que me chamou a atenção mostra a “Evolução dos custos totais” incluindo gastos administrativos:

Se olharmos os dados registrados no sistema integrado contábil da Petrobrás, especificamente na DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO, encontramos os seguintes gastos classificados como Plano de Saúde:

R$ milhões por ano:

           2017           2018         2019  

          5.013          4.286        5.373 

Gostaria de entender não só a diferença dos números, mas principalmente na evolução, pois nos dados contábeis existe uma queda nos gastos em 2018.

Ah, mais uma coisinha:

RESPONDA RÁPIDO:

O atual presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, informou que vai terceirizar a administração da AMS . Diz que com isto a companhia vai lucrar mais de R$ 6 bilhões em dez anos. A empresa contratada também vai lucrar, claro, porque ninguém trabalha de graça. Pergunta : Quem vai pagar o lucro desta gente toda?