Por Cláudio da Costa Oliveira – julho de 2021

Em maio desse ano, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – CNTRC, entidade que congrega sindicatos, cooperativas, associações e caminhoneiros autônomos de mais de 20 unidades da federação brasileira, enviou uma proposta de política de preços para a Petrobrás e recebeu em resposta a informação de que o documento estava em análise pelo corpo técnico da companhia. E assim ficou.

No final do último mês de junho, dirigentes do CNTRC se reuniram, na sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, com a cúpula da companhia e na presença do atual presidente da empresa Gal. Joaquim Silva e Luna.

Nesta oportunidade, os caminhoneiros relataram diversos problemas e logo depois, a pedido do próprio presidente Silva e Luna, encaminharam por escrito diversas perguntas recebendo a garantia de que seriam respondidas o mais breve possível. As respostas não vieram até hoje.   

Este mesmo CNTRC, há mais de um mês, convocou todos os caminhoneiros brasileiros para uma paralisação por prazo indeterminado a partir do próximo dia 25 de julho, domingo, dia de São Cristóvão, padroeiro dos caminhoneiros.

O movimento ganhou força e adesão em quase todas as Regiões (Sul, Sudeste, Nordeste e Norte). Apenas no Centro-oeste, com a safra de grãos em andamento, e onde os fretes no momento proporcionam ganhos excepcionais, houve pouca adesão, mas há garantia de apoio.

Desta forma, estamos caminhando para uma grande paralisação no próximo final de semana com consequências previsíveis e imprevisíveis para toda a nação, inclusive com a participação de outras categorias já confirmadas e de toda a população.

Parece claro que é necessário que a administração da Petrobrás e o governo brasileiro se esforcem na busca por uma conciliação que atenda a todas as partes, antes que seja tarde demais.