Rua da Praia, Porto Alegre, RS (foto: Zé Rocha)

Maio 2020

Mais sobre a Petrobrás

A Petrobrás registrou tremendo prejuízo no primeiro trimestre de 2020. Mas o que está por trás desse resultado contábil? A resposta está na nova seção do Blog na Rua, a Petrobrás e Afins, com artigos assinados pelo economista aposentado da empresa Cláudio Oliveira. Nesse primeiro artigo, o economista aponta que a administração da estatal antecipa agora possíveis prejuízos de 2020 para depois apresentar um cenário de recuperação da empresa.
Artigo Petrobrás e afins


São Paulo, 2020

Saudações!

Com o carnaval de 2020 surgiu a inspiração de chamar esse espaço virtual de blog na rua. Quero é botar meu blog na rua, mostrar aqui meu trabalho, arregimentar colaboradores e leitores.

Com várias questões a serem apresentadas, reunimos aqui matérias jornalísticas como contribuição para o debate sobre os fatos do Brasil e do mundo.

São matérias e reportagens com alguma relevância feitas no passado, cujo tema e abordagem possam ainda fazer sentido para o debate; e matérias novas, produzidas especialmente para o blog, e outras publicações, apresentadas por meio de links.

A ambição é voltar à reportagem, na rua. Tempo e dinheiro são necessários para isso, vamos então iniciar com um trabalho de formiguinha.

Dê uma olhada

Comecemos pela Petrobrás. A matéria foi inspirada pelas análises do economista aposentado da empresa, Claudio Oliveira, que escrutina dia a dia os balanços da estatal para entender como tem sido seu desempenho desde 2016, ano em que saiu na imprensa que a petroleira brasileira estaria quebrada.

É preciso saber que a condução da Petrobrás reflete, desde sua criação em 1953, as profundas disputas de visões políticas no país. A campanha popular “O petróleo é nosso” definiu o monopólio estatal sobre o petróleo no segundo governo Vargas. Os militares investiram pesadamente na empresa garantindo sua base tecnológica. O neoliberal FHC quebrou o monopólio do petróleo e quis vender a empresa como Petrobrax. Os governos petistas a usaram como base de política industrial, e mesmo para conter a inflação. Casos de corrupção na empresa foram usados politicamente até o limite da ruptura democrática.

Atualmente, estão no comando os liberais, que entendem que a Petrobrás deve remunerar seus acionistas e que esta será mais rentável se focar suas atividades na produção e exportação de óleo cru do Pré-sal, saindo dos setores que a fazem uma empresa integrada, atuando do poço a posto. Essa convicção vem a calhar com as imensas oportunidades de negócios criadas para o setor privado com a venda da empresa aos pedaços. O mercado comemora. E você? Se importa?